Execução provisória da condenação criminal após julgamento em segunda instância

a aplicação da punibilidade progressiva e Estado de exceção

Autores

Palavras-chave:

execução antecipada, presunção de inocência, sistema punitivo, Estado de exceção, garantias constitucionais

Resumo

Este estudo aborda a prática da execução provisória da pena após condenação em segunda instância no Brasil e problematiza sua articulação com o princípio da presunção de inocência. Analisa-se como tal regime (“punibilidade progressiva”) modifica o momento de início da sanção penal, alterando a dinâmica entre liberdade individual e poder punitivo estatal. A proposta legislativa do “pacote anticrime” é examinada sob o ângulo de um estado de exceção penal, em que o sistema criminal atua como instrumento de controle social mais do que de ressocialização. A partir da reflexão filosófica hobbesiana e da teoria contemporânea sobre exceção, argumenta-se que a ampliação da execução antes do trânsito em julgado reforça uma lógica de antecipação da punição e enfraquece garantias constitucionais fundamentais. Conclui-se que tais mudanças exigem atenção crítica quanto à proteção de direitos e à legitimidade do uso do poder repressivo.

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Biografia do Autor

Profa. Ma. Amanda Alves Oliveira Purger, Faculdade Pitágoras de Paragominas

Mestra em Ciências Jurídicas pela PUC-Rio. Pós-graduada em Direito Penal e Processual Penal pela FADIVALE. Professora de Direito Penal e Processual Penal. Advogada.

Prof. Me. Amaury Silva, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutorando em Ciências da Comunicação (interface com Direito Eleitoral) pela UNISSINOS e mestre em Estudos Territoriais (ênfase em Criminologia e Direitos Humanos) pela UNIVALE. Professor de Direito Penal e Processual Penal. Juiz de Direito no Estado de Minas Gerais.

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Publicado

01-07-2019

Como Citar

PURGER, Amanda Alves Oliveira; AMAURY SILVA, Amaury Silva. Execução provisória da condenação criminal após julgamento em segunda instância: a aplicação da punibilidade progressiva e Estado de exceção. Boletim IBCCRIM, São Paulo, v. 27, n. 320, p. 14–17, 2019. Disponível em: https://www.publicacoes.ibccrim.org.br/index.php/boletim_1993/article/view/2442. Acesso em: 18 abr. 2026.

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