Considerações acerca da política criminal comunitária europeia sobre o delito de corrupção privada e o interesse penalmente tutelado por ele
Palavras-chave:
Lealdade concorrencial, Intervenção mínima, Bens jurídicos econômicosResumo
As modalidades delitivas ligadas à corrupção têm sido objeto de intenso tratamento penal, econômico, administrativo e político, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Nas últimas décadas, criaram‑se diversos instrumentos legais regionais e mundiais, além de legislações nacionais como a Lei Anticorrupção brasileira (Lei 12.846/2013) e projetos de codificação penal que visam typificar a corrupção privada. Um dos desafios centrais é definir qual bem jurídico a norma penal protege (livre concorrência, lealdade contratual, moral pública, ou outro) para evitar tipificação simbólica ou expansionista. Experiências europeias, da União Europeia e instrumentos internacionais ajudam a iluminar modelos de tutela, mas sua aplicação exige cautela em razão de princípios como intervenção mínima e proporcionalidade.
Downloads
Referências
BENITO SÁNCHEZ , Demelsa. El delito de corrupcíon en las transacciones comerciales internacionales. Madrid: Iustel. 2012.
BOLEA BARDON, Carolina. El delito de corrupción privada: bien jurídico, estructura típica e intervenientes. Disponível em: <http://www.indret.com/pdf/966_c.pdf>. Acesso em: 01 jul. 2019.
CARBAJO CASCÓN, Fernando. Corrupcíon en el sector privado (i): la corrupción privada y el derecho privado patrimonial. Justitia, n. 10, 2012. Disponível em: <http://revistas.ustabuca.edu.co/index.php/IUSTITIA/article/view/885>. Acesso em: 29 jun. 2019.
FOFFANI, Luigi. La corrupción privada: iniciativas internacionales y perspectivas de armonización. In: ZAPATERO, Luis Arroyo; NIETO MARTÍN, Adán (coord.). Fraude y corrupción en el derecho penal económico europeo. Eurodelitos de corrupción y fraude. Cuenca: Ediciones de La Universidad Castilla-La Mancha. 2006. p. 385-386.
GONTIJO, Conrado. O crime de corrupção no setor privado: aspectos gerais e as propostas de sua tipificação na ordem jurídica brasileira. In: Paschoal, Janaina Conceição; Silveira, Renato de Mello Jorge (coord.). Livro homenagem a Miguel Reale Junior. Rio de Janeiro: LMJ Mundo Jurídico. 2014.
GONZÁLEZ, Joaquín. Corrupción y justicia democrática: introducción a uma teoría de la función judicial em las sociedades em cambio. Madrid: Clamores, 2000.
JÍMENEZ VALDERRAMA, Fernando; GARCÍA RODRÍGUEZ, Lourdes. El interés jurídico protegido en el delito de corrupción privada en Colombia. Análisis de contexto y conexiones con el derecho de la competencia desleal. Revista del Instituto de Ciencias Juridicas de Puebla, n. 35, jan-jun/2015. Disponível em: < http://www.redalyc.org/pdf/2932/293242147009.pdf>. Acesso em: 30 jun. 2019.
LÓPEZ, Juana; ALONSO, José Antonio. Respuestar normativas a escala internacional. In: ALONSO, José Antonio; MULAS-GRANADOS, Carlos (dirs.). Corrupción, cohesíon social y desarollo: el caso de Iberoamérica. Madrid: FCE, 2011.
MONGILLO, Vincenzo. La corruzione tra sfera intersa e dimensione internazionale. Napoli: Edizioni Scientifiche Italiane. 2012.
SALVADOR NETTO, Alamiro Velludo. Breves anotações sobre os crimes de corrupção passiva e corrupção privada na legislação penal espanhola. In: PASCHOAL, Janaina Conceição; SILVEIRA, Renato de Mello Jorge (coord.). Livro homenagem a Miguel Reale Junior. Rio de Janeiro: LMJ Mundo Jurídico. 2014.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados são do autor, mas com direitos do periódico sobre a primeira publicação e com respeito ao período de exclusividade de um ano. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. Se não houver tal indicação, considerar-se-á situação de autoplágio.
Portanto, a reprodução, total ou parcial, dos artigos aqui publicados fica sujeita à expressa menção da procedência de sua publicação neste periódico, citando-se o volume e o número dessa publicação. Para efeitos legais, deve ser consignada a fonte de publicação original, além do link DOI para referência cruzada (se houver).









